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Para vencer é preciso se mexer

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A Copa chegou e um campeonato deste porte sempre traz inspiração para a gestão. Sob a pressão dos 90 minutos de cada partida, técnicos são testados como líderes, talentos individuais são trabalhados para atuar em equipe e inúmeras análises são realizadas, principalmente depois dos jogos.

Muito se fala sobre os protagonistas de cada disputa, com a classificação quase imediata de heróis x vilões. No entanto, também é importante avaliar como foi definida a estratégia para aquele desafio. Quem gosta de futebol conhece a máxima “em time que está ganhando não se mexe”, mas e quando o próprio cenário do jogo se transforma rapidamente?

Esta é a realidade que, mais do que em qualquer outra época, tem afetado as organizações. 
A estratégia, as táticas e a equipe, que antes davam ótimo resultado, parecem não ter mais a mesma eficiência. Ocorre que, em alguns momentos, nos concentramos excessivamente no nosso pequeno universo, naquilo que dominamos, e deixamos de olhar para fora.

Corremos para lançar campanhas, definir novas metas, rever a equipe, elaborar treinamentos e, em meio a este turbilhão, observamos o contexto menos do que deveríamos.

É preciso ter método e disciplina para rastrear sistematicamente o ambiente, identificar as tendências que podem ter reflexos sobre os negócios e agir antecipadamente, com o objetivo de extrair o máximo das oportunidades e neutralizar possíveis ameaças.

Com uma visão mais nítida do terreno, podemos, então, examinar a nossa estratégia, avaliar nossa estrutura, analisar a configuração da equipe, repensar o plano de ação e tomar as devidas decisões.

Toda esta reorganização também leva a outro ponto fundamental: o foco no negócio da empresa e não somente nos seus produtos/serviços.

Enxergar o campo de ação em toda sua dimensão cria novas perspectivas e mais possibilidades para a organização. Apenas como exemplo, quando um fabricante de refrigerantes percebe que pode ir além de uma categoria de produto e explorar o potencial do mercado de bebidas não alcoólicas, passa a considerar outras frentes de atuação.

Novos desafios, por sua vez, provocam mobilização e, sem dúvida, é melhor ser um agente da mudança e dar o primeiro passo com consciência do que agir reativamente, sem reflexão.

Uma empresa saudável e vigorosa ao longo do tempo sabe o momento certo de se reinventar. E, se movimento é o nome do jogo, é preciso energia para vencer!

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Marcelo Reis Simões é sócio-fundador do Atelier Profissional, assessoria especializada em mentoria para negócios e pessoas.

atelier@atelierprofissional.com.br



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