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Muito além do “dia de treinamento”

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Um novo ano se aproxima e o planejamento das empresas para capacitação e treinamento de seus profissionais é um item importante que precisa estar em pauta.

Imprescindível nas organizações que querem evoluir e se manter competitivas, as ações relacionadas ao desenvolvimento da equipe têm assumido cada vez mais importância e, gradualmente, deixado de ser uma atividade pontual para se transformar em um programa estruturado, alinhado com os objetivos estratégicos do negócio.

Com uma demanda crescente, os treinamentos comportamentais – mais complexos e intensos por abordarem mudanças de atitude e quebra de paradigmas – começam a ser encarados como uma atividade continuada, que requer planejamento e acompanhamento.

O conceito de programa de treinamento, bastante difundido nas atividades esportivas, passa a ganhar espaço e a substituir a ideia habitual de “dia de treinamento”, ainda presente em algumas organizações.

Muito além dos dias ou das horas reservados à dinâmica propriamente dita, um programa eficiente de treinamento aborda questões bem mais abrangentes. Como, por exemplo, incorporar ao dia a dia da empresa os comportamentos estimulados durante uma atividade?

Supondo que o propósito do treinamento fosse o de encorajar a equipe a ter mais iniciativa e assumir mais responsabilidades, seria necessário, previamente, preparar os gestores para delegar tarefas e descentralizar algumas decisões.

Ainda com base no exemplo acima, seria também importante prever que outras atividades, na empresa, poderiam dar suporte e sustentação às vivências trabalhadas na ocasião.

Encontros de acompanhamento tanto com os participantes como com os seus superiores seriam recomendáveis, assim como a sugestão de artigos ou filmes que estimulassem o debate e a reflexão. Pensar em como compartilhar as boas práticas também poderia fazer parte do rol de atividades pós-dinâmica.

Outro aspecto relevante diz respeito à identificação daqueles colaboradores que, como os grandes atletas, mostram um interesse espontâneo e genuíno em superar a própria performance.

São aquelas pessoas que, além dos treinamentos oficiais, vão em busca do próprio aperfeiçoamento, observam os melhores e não se acomodam em suas zonas de conforto. Assim como o capitão de um time, elas têm o respeito da equipe e são capazes de 
mobilizá-la dentro e fora de campo. Como poderiam, então, contribuir para a disseminação de uma nova postura na organização?

Um programa consistente de treinamento se propõe a dar respostas eficientes a diversas questões.

Mudanças comportamentais não acontecem instantaneamente e, a menos que haja uma ameaça iminente, ninguém passa de sedentário a maratonista do dia para a noite.

O treinamento pode, de fato, catalisar as modificações, mas é importante ter em mente que, para que seja potencializado, ele deve fazer parte de um processo maior e mais amplo, associado, em última instância, à própria cultura organizacional.

O grande desafio, portanto, consiste em estruturar um programa de treinamento abrangente e integrado cujos efeitos e benefícios possam, como os fios de uma teia, permear todas as áreas da empresa ao longo do tempo.

Desenvolver um programa com estas características também ajuda a manter a motivação desencadeada pela atividade e a evitar que, para desespero das áreas de Recursos Humanos e Treinamento, passado o entusiasmo inicial, tudo volte ao “normal” depois de um dia “fora do escritório”.

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Marcelo Reis Simões é sócio-fundador do Atelier Profissional, assessoria especializada em mentoria para negócios e pessoas.

atelier@atelierprofissional.com.br



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