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Motivação e realização

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Manhã de segunda-feira e, antes mesmo do café da manhã, começam a vir à tona todas as questões que precisarão ser enfrentadas durante a semana. Entre um pensamento e outro, a pergunta inevitável: “Quando vai ser o próximo feriado”?

Você, certamente, já deve ter visto este filme e, muito provavelmente, alguém da sua equipe está, atualmente, passando por esta situação.

Manter a motivação do time em alta é o grande desafio de líderes e gestores que, com o próprio exemplo, podem contribuir muito para o entusiasmo e o engajamento dos seus colaboradores.

É certo que a motivação também está bastante associada à questão salarial, mas ela não se esgota aí e é preciso, portanto, dedicar um pouco de atenção a outros fatores igualmente importantes.

O clima organizacional, por exemplo, tem um grande impacto sobre a disposição e a produtividade da equipe. A qualidade da integração entre os sócios ou diretores da empresa se propaga pela organização e, direta ou indiretamente, influencia as relações entre colegas e setores.

Um ambiente saudável no topo favorece o bom desempenho das bases, enquanto que questões mal administradas, disputas de poder e falta de diálogo comprometem o alinhamento de diretrizes, causam ruídos na comunicação e dispersam a energia, situações que retardam e prejudicam a evolução do negócio.

O ponto central é que, em várias empresas, estes conflitos não são tratados com a devida atenção. Espera-se que, naturalmente, tudo se acomode, atitude que, de forma contrária, contribui para cristalizar uma cultura que privilegia a disputa interna e a divisão.

Nestes casos, a solução passa, muitas vezes, pela busca de ajuda externa, especializada e isenta, que irá trabalhar para restaurar, inicialmente, o relacionamento saudável e produtivo entre as lideranças.

Reconhecer o resultado de um bom trabalho também é um fator essencial quando o assunto é motivação. A sobrecarga de atividades e o ritmo acelerado do cotidiano, no entanto, acabam por deixar a celebração das vitórias sempre para “depois” ou em segundo plano.

Atitudes simples e simbólicas como, por exemplo, o reconhecimento público de uma boa prática, podem ter um enorme significado para o colaborador que, diante deste tipo de valorização, passa a perceber, com mais clareza, o propósito do seu trabalho.

O elogio, quando de fato merecido, também é profundamente mobilizador. Energiza, aumenta a autoconfiança e estimula a equipe a seguir em frente. Há empresas, contudo, que ainda temem exatamente o oposto, ou seja, acreditam que, ao serem elogiados, os colaboradores deixarão de se empenhar. Apoiadas nesta crença e na supervalorização da crítica, afastam talentos e frustram profissionais comprometidos e dedicados.

A motivação, portanto, vai muito além de uma remuneração financeira adequada que, não vamos negar, é fundamental. Ocorre, entretanto, que até um bom aumento tem um efeito limitado. Se outras necessidades não forem atendidas, o colaborador poderá, dentro de algum tempo, pedir demissão ou entender que precisa de mais estímulos para compensar o seu descontentamento com o dia a dia.

Sentir-se entusiasmado e motivado pela atividade profissional está, desta forma, intimamente ligado a um sentimento mais amplo de realização, que envolve, entre outros aspectos, a qualidade do ambiente de trabalho, a identificação com os propósitos da empresa e a satisfação de ter o seu trabalho reconhecido de forma justa em todos os sentidos, inclusive o financeiro.

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Marcelo Reis Simões é sócio-fundador do Atelier Profissional, assessoria especializada em mentoria para negócios e pessoas.

atelier@atelierprofissional.com.br



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